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22/08/2018
Escrito por Comunicação ABIA
Tabelamento do Frete: posicionamento da indústria da alimentação

O setor da alimentação foi fortemente impactado pela greve do setor de transporte, com perdas em toda a cadeia produtiva, morte de animais, descarte de alimentos perecíveis, paralisação da produção e prejuízos nas exportações.

O tabelamento do frete impactou significativamente os custos da indústria, com consequências diretas nos índices de inflação. Exemplo claro é o IPC Fipe de junho para o setor da alimentação, que foi de 3,14%, contra -0,10% registrado em abril.

Pesquisa realizada pelo departamento de Economia da Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação) com as indústrias associadas indicou que os valores dos fretes rodoviários com a tabela ANTT de preços mínimos aumentam, em média, 29% a partir de junho. A análise do impacto final nos preços ao consumidor indica que os preços médios dos alimentos podem ter aumentos entre 2,2% e 7,1%.

O aumento nos custos de suprimento e distribuição da indústria da alimentação, provocado pelos custos mais altos de fretes, foi calculado em 3,5%. A absorção destes custos determinariam uma perda estimada de R$ 23 bilhões anuais na indústria da alimentação, levando a reduções de emprego e exportações adicionais.

Em algumas rotas tradicionais da indústria, o impacto é ainda mais forte. Foram registrados aumentos que alcançam taxas entre 120% e 157%. O frete modal máximo (variações mais frequentes) alcançou 62%, impactando significativamente todos os setores da indústria.

A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, que representa 70% do setor em valor de produção no País, acredita que o tabelamento do frete é prejudicial à economia, ao consumidor e fere os princípios da livre iniciativa e da livre concorrência.





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