Setor
23/08/2016
Escrito por Segs
Ações da indústria para reduzir teor de sódio dos alimentos minimizará mortes por doenças cardíacas

A Sadia, marca da BRF, anunciou a redução de 30% dos níveis de sódio em mais de 40 produtos da linha, o que representa cerca de 70% da sua carteira

Além de prevenir outras doenças, menos sódio em alimentos processados contribuirá para o diminuição da população hipertensa no Brasil, que atualmente é de 17 milhões, segundo o Ministério da Saúde.

Muitos brasileiros são vitimas de doenças cardíacas desencadeadas por conta da hipertensão, e o consumo de sódio tem contribuído, não apenas para essa patologia, mas para outras doenças graves, como problemas renais e obesidade, explica a nutricionista e Diretora do Departamento Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Cibele Gonsalves. “Essa é uma boa iniciativa para reverter esse cenário. Contudo, são importantes outras medidas, tais como trabalhar para reduzir a quantidade de gorduras saturadas e trans, açúcar, conservantes e acidulantes”, explica a nutricionista.

A especialista ressalta que é um trabalho árduo, pois, além da cooperação das Indústrias para tornarem seus produtos mais saudáveis e nutritivos do ponto de vista do sódio, tem-se, ao mesmo tempo, a necessidade de conscientizar os consumidores para a aquisição de alimentos mais saudáveis e que contenham naturalmente menos sódio. “A conscientização é fundamental. Temos visto que mesmo com as ações já realizadas por parte do Ministério da Saúde e a Abia para melhorar a qualidade dos alimentos, o número de brasileiros hipertensos ainda é alto”.

Além disso, existem diversos fatores que contribuem para o aumento do número de pacientes hipertensos, por exemplo, hábitos alimentares e estilo de vida, frisa, Cibele Gonsalves. “O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para manter está doença sob controle”.

Uma das melhores estratégias para o combate aos problemas da hipertensão são os hábitos alimentares. Por conta de uma rotina complicada, na qual as pessoa não dispõem de muito tempo para consumir produtos in natura, porque seu preparo é mais demorado e trabalhoso, acabam optando por alimentos altamente processados, ricos em sódio, açúcar e gorduras nocivas à saúde cardiovascular.

Diante disso, a nutricionista da SOCESP recomenda que, antes de comprar produtos para consumo, é importante ler o rótulo. “Quanto mais próximo do natural for o alimento, melhor para o processo de digestão e absorção de seus nutrientes”.

A nutricionista lista alguns alimentos processados que prejudicam a saúde do coração.

Enlatados – milho, ervilha, seleta.

Refeições instantâneas – macarrão e sopas.

Comidas prontas – feijão, molhos, lanches e pizzas.

Biscoitos industrializados – doces e salgados.

Proteínas processadas – presunto, mortadela, salsicha e linguiça.





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