14/12/2018
Escrito por ABIA

91,4% dos brasileiros se preocupam com a saúde, mas 52,3% não praticam exercícios físicos

A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) e a Rede Rotulagem divulgaram os resultados de uma pesquisa em evento realizado em São Paulo, com a participação do educador físico Marcio Atalla, o presidente executivo da Abia, João Dornellas, a nutricionista Vanderli Marchiori e a bióloga Natalia Pasternack.

A pesquisa teve o objetivo de avaliar o comportamento do consumidor brasileiro e foi realizada de forma online pelo Instituto Ideafix, entre os dias 14 e 20 de novembro. Participaram da pesquisa 660 consumidores de todo o território nacional. Cerca de 91,4% da população brasileira tem algum grau de preocupação com a saúde, entretanto, 52,3% dos entrevistados admitiram que não praticam exercícios físicos. Esse dado mostra a importância da educação dentro do contexto de saúde e alimentação. A pesquisa foi divulgada no dia 27 de novembro pela Rede Rotulagem, em evento dirigido a jornalistas e convidados do setor de alimentos.

Além da preocupação com a saúde, os hábitos considerados os mais importantes para manter uma vida saudável foram abordados. Para 92,4%, a alimentação equilibrada é o fator mais importante para a garantia de uma boa saúde, seguida da prática de exercícios físicos, com 85,6%.

Quando questionados diretamente sobre os hábitos que especificamente afetam a saúde, 45,7% mencionaram a falta de uma alimentação equilibrada e 52,3% o fato de não praticarem exercícios físicos. A dieta inadequada afeta mais os homens, as pessoas mais jovens e menos escolarizadas, sendo que o sedentarismo é um problema maior para mulheres e consumidores mais velhos.

A quase totalidade dos brasileiros, 93,9%, tem interesse em alimentação saudável e 85,6% buscam informações na internet. Médicos e nutricionistas são também uma fonte importante para os consumidores, respectivamente com 51,3% e 45,1% das menções.

Para Marcio Atalla, educador físico e um dos participantes do evento, as pessoas acham que o mais importante é a perda de peso, quando na verdade é um conjunto de medidas que contribui para uma melhor saúde. “A atividade física deve ser tratada como uma questão de saúde pública. Segundo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil lidera a lista de países mais sedentários da América Latina”, alertou. Atalla se refere a estudo inédito divulgado pela OMS neste ano, que aponta um índice de sedentarismo de 47%, ou seja, quase metade dos brasileiros não praticam atividade física suficiente para se manter saudável.

João Dornellas, presidente executivo da Abia, reforçou que a alimentação equilibrada, aliada a atividades físicas, é uma das soluções para o enfrentamento das doenças crônicas. “Isso passa obrigatoriamente pela educação do consumidor. Se ele está bem informado e consegue entender o que está escrito no rótulo dos alimentos, ele toma melhores decisões para a sua alimentação”, afirmou. Dornellas destacou durante o evento, que um modelo de rotulagem nutricional de fácil compreensão, como a proposta do semáforo nutricional, ajudará o consumidor na tomada de decisão.

A nutricionista Vanderli Marchiori, que reforçou o time de palestrantes do evento, fortaleceu a tese de uma alimentação balanceada, mas dentro de um contexto que auxilie a população. “O consumidor precisa ser educado para conseguir comer o que quiser, mas dentro de uma dieta equilibrada, com porções menores. Com a adoção de uma rotulagem nutricional por cores, que facilite a compreensão de todos, é possível escolher com sabedoria o alimento que você deseja para a sua dieta, sempre aliada a exercícios físicos”, disse.

Já a bióloga Natalia Pasternak, que completou o time de palestrantes, mostrou as evidências por trás de uma rotulagem nutricional que propõe alertas ao invés da informação: “Não podemos jamais induzir o consumidor ao erro ou a interpretações dúbias. É preciso uma rotulagem frontal simples, mas com o mínimo de informações para que o consumidor, e somente ele, tome a sua decisão na hora de comprar ou não um alimento”, conclui.

Saiba mais sobre a Rede Rotulagem e a proposta do setor para uma rotulagem nutricional de fácil entendimento em http://www.rederotulagem.com.br/.

+ sobre a pesquisa