Food Service, Um mercado de múltiplas oportunidades

Desde o mês de março de 2020, o mercado de food service no país e no mundo tem passado por um processo de intensas transformações, e que levaram a disrupção do comportamento de consumo, da realidade de oferta e demanda e dos modelos de negócios.

Diante dos desafios colocados pela pandemia, acelerou-se o processo de transformação digital em toda a cadeia do food service, com a intensificação do uso de novas tecnologias nas operações de preparo e distribuição de refeições, a exemplo do delivery, take away e as dark kitchens, combinando cada vez mais os canais de atendimentos físicos e digitais para atender às necessidades do consumidor e criar experiências de consumo relevantes.

A união de forças entre a indústria, distribuidores, operadores food service e prestadores de serviços tem sido fundamental para a manutenção dos negócios e viabilizar as inovações necessárias para a retomada do crescimento.

Entre 2009 e 2019, as vendas da indústria alimentícia para o setor de food service apresentaram crescimento de 184,2%, com média anual de 11,0%, o que levou o canal a alcançar uma participação de 33,1% nas vendas do setor no mercado interno.

Para o ano de 2021, a perspectiva para o setor de Food Service é de retomada no crescimento, a partir do avanço do programa de imunização e do recuo na média diária de novos casos de covid-19, processo que tende a ganhar força no segundo semestre do ano. Neste contexto, a projeção atual aponta para uma evolução da participação do canal Food Service nas vendas da indústria de alimentos no mercado interno, de 24,4% em 203º para o patamar de 30% em 2021.

Além da aceleração da transformação digital do food service, da adoção do novos modelos de negócios e o fortalecimento das parcerias entre os participantes de toda a cadeia, o avanço da agenda de reformas estruturais, com destaque para a tributária, pode representar um passo decisivo para a criação de um novo ciclo de crescimento sustentado para a economia brasileira e o mercado de food service, com a inflação sob controle e a retomada dos investimentos, fundamentos necessários para a criação de empregos e de renda.


Canais de distribuição

No mercado interno, as vendas da indústria de alimentos, compreendendo o food service e o varejo alimentar, totalizaram R$ 573,3 bilhões.

O canal Food Service (alimentação preparada fora do lar) respondeu por 24,4% deste total, com vendas de R$ 139,9 bilhões e o varejo alimentar 75,6%, com vendas de R$ 433,4 bilhões,

Na cadeia de valor do food service, os alimentos industrializados froam transformados em serviços de alimentação, que alcançaram em 2020 o valor de R$ 365 bilhões, a preços ao consumidor final, o que equivale a um giro de negócios de R$ 1 bilhão por dia.


Principais fatores da transformação do mercado:

- Mudanças no estilo de vida da população, com demanda para uma alimentação mais conveniente, prática, saudável e segura.

- À medida que se intensifica a transformação digital do mercado de consumo de alimentos, abrem-se novas oportunidades para a maior participação do food service nas soluções em alimentação, entre elas a fusão dos canais de atendimento físicos e digitais.

- Os serviços de “delivery” terceirizados ou próprios continuam em expansão acelerada e passam a ocupar um papel central no planejamento das empresas que operam na cadeia do food service.

- Expansão das Dark kitchens e Ghost kitchens como modelo de negócios complementar às operações tradicionais.

- Confiança do consumidor na segurança de alimentos e dos serviços prestados pelos operadores;

- Entrelaçamento de canais: Indústria, Operadores Food Service e o Varejo Alimentar unem forças para ampliar e qualificar os serviços de alimentação no varejo e oferecer novas experiência ao consumidor;

- Digital Food Service: maior eficiência nos negócios, por meio da integração de processos de suprimentos, preparo e distribuição de refeições, a partir das novas plataformas de tecnologias da informação, como a inteligência artificial e o blockchain;

- Parcerias de negócios entre indústrias, distribuidores, operadores e prestadores de serviços, em favor da otimização de custos e eficiência nas operações.

- Inovação: novos formatos de negócios e serviços no canal food service em sintonia com as novas demandas dos consumidores;

- Tendências emergentes, que vieram para ficar: saudabilidade, valorização dos atributos relacionados à nutrição e ao bem-estar;

- Sustentabilidade. Consumidores, Operadores e Fornecedores conectados às crescentes demandas por eficiência ambiental na produção, distribuição e consumo de alimentos.

- Clean label, enriquecidos, integrais, vegetarianos/veganos, orgânicos/sustentáveis; proteínas à base de plantas.