Crescimento

O Ano de 2017 foi marcado pela recuperação das vendas do canal foodservice (alimentação preparada fora do lar). O crescimento de vendas em 2017 alcançou 6,8% em relação ao ano anterior. As vendas reais, descontadas a inflação da alimentação fora do lar (IPCA), puderam voltar a crescer +1,9%.

O varejo alimentar também cresceu em 2017. As vendas do comércio varejista alimentar apresentaram expansão de 4,8% em termos nominais e 1,2% em termos reais (descontada a inflação geral do IPCA). A diminuição da inflação no Brasil nos últimos dois anos permitirá a expansão do foodservice a taxas nominais menores, porém com a melhora da renda da população, as taxas de expansão real poderão continuar se acelerando.

Nos últimos 10 anos, as vendas da indústria para o canal Food Service puderam crescer em média 13,3% ao ano, ante 11,3% do varejo alimentar em termos nominais.

Canais de distribuição

O consumo total de alimentos processados e bebidas no Brasil em todos os canais de distribuição cresceu 5,4% em 2017, totalizando vendas de R$ 503,1 bilhões. As vendas das indústrias da alimentação para o canal foodservice (alimentação preparada fora do lar) totalizaram vendas de R$ 164,7 bilhões em 2017, ou seja, 32,8% das vendas no mercado interno.

As vendas para o varejo alimentar totalizaram em 2017 R$ 338,3 bilhões, ou seja, 67,2% das vendas no mercado interno.

Nos últimos 10 anos, as vendas da indústria para o Food Service cresceram em média 13,3% ao ano, ante 11,3% do varejo alimentar.

O Mercado de Food Service

Os principais fatores de expansão deste mercado são:
  • Mudança do estilo de vida da população, com demanda para alimentação mais conveniente, saudável e prática;
  • Mudança do estilo de vida da população, com demanda para alimentação mais conveniente, saudável e prática;
  • Maior número de mulheres trabalhando fora do lar, demandando produtos e serviços de alimentação oferecidos pelos operadores food services;
  • Novos formatos de negócios e serviços no canal food service em sintonia com as demandas emergentes dos consumidores;
  • Parcerias de longo prazo entre a indústria e operadores com foco na qualidade dos produtos e serviços;
  • Desenvolvimento de novos centros de consumo no interior das diversas regiões do país, contrabalançando reduções momentâneas do nível de emprego e da renda dos grandes centros urbanos.

Este mercado está segmentado em diversos tipos de operação, independentes ou organizadas em redes de alimentação. Os principais segmentos são:
  • Institucional: formado por restaurantes e soluções de serviços de alimentação para os segmentos: indústria, empresas, saúde (hospitais e clínicas, entre outros), educação (escolas, faculdades e merenda escolar), entretenimento (estádios esportivos, arenas de shows e eventos) e atendimento em locais remotos (usinas, mineração, plataformas de petróleo, etc.), bem como alimentação para setores governamentais como o exército. Aqui podemos incluir ainda os serviços de alimentação e logística para aviação, denominado catering aéreo
  • Comercial: formado por restaurantes, lanchonetes e bares, hotéis, padarias e lojas de conveniência e rotisserias,vending machines e delivery. O segmento de restaurantes e lanchonetes é normalmente segmentado e pelo tipo de serviço, menu e valor para os consumidores, entre modelo de serviço limitado (fast food, cafeterias, restaurantes a quilo e self-service) e serviço completo (casual dining, restaurantes a la carte tradicionais, restaurantes de alta gastronomia). É bastante comum estes estabelecimentos serem classificados de acordo com o tema de seu cardápio, tais como pizzarias, churrascarias, comida italiana, entre outros.

O sistema de food service é composto por: