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ABIA na Mídia
13/11/2015
Escrito por ABIA
ABIA participa de missão empresarial Brasil-Irã

A parceria estratégica que resultará da reaproximação entre Brasil e Irã pode triplicar a curto prazo a corrente de comércio bilateral, num momento em que as sanções ao governo iraniano estão sendo retiradas, estimou ontem o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto.

O ministro liderou nos últimos dias uma missão empresarial ao Irã, que no ano passado importou US$ 1,439 bilhão em produtos brasileiros. O Brasil comprou US$ 5,025 milhões do Irã no período. No acumulado entre janeiro e setembro de 2015, o Brasil exportou ao Irã US$ 1,142 bilhão e importou US$ 2,810 milhões.

Segundo o ministro, seus interlocutores do governo iraniano sinalizaram interesse em ter uma "parceria preferencial" com o Brasil, uma vez que o governo brasileiro apoiou politicamente o país num momento delicado. Potências ocidentais aplicaram as sanções em razão do programa nuclear iraniano, embora Teerã sustentasse que a iniciativa tivesse fins pacíficos. Agora, as partes chegaram a um acordo e as sanções serão retiradas, o que tem gerado uma corrida ao mercado iraniano.

"Fizemos uma missão na hora certa", disse o ministro ao Valor. Ele ponderou que isso dependerá em grande parte da normalização das relações interbancárias. A missão contou com representantes do Banco do Brasil, Banco Central e BNDES. Os dois países também criaram uma comissão para discutir o assunto e outra para tentar impulsionar investimentos e a formação de joint ventures.

As cerca de 60 empresas e associações setoriais que integraram a comitiva não fecharam negócios de imediato. "Foi muito mais uma missão de posicionamento, de construção de canais", explicou o ministro. Mas foram prospectadas oportunidades sobretudo para as exportações de equipamentos hospitalares, autopeças, aviões regionais e alimentos. O Brasil também pode começar a comprar gás liquefeito do Irã, produto que já importa do Catar.

Antes de retomar ao Brasil, Monteiro reuniu-se com empresários e autoridades em Londres, onde articulou apoio do Reino Unido ao acordo Mercosul-União Européia e o posicionamento britânico contra a taxação imposta pelo bloco europeu ao açúcar brasileiro.

A empresários de vários setores, o ministro falou do ambiente de negócios e das perspectivas no Brasil. Também tratou do envio de 15 startups para o intercâmbio com centros de pesquisas.

 

ABIA PARTICIPA DE MISSÃO EMPRESARIAL BRASIL-IRÃ

No período de 25 a 29 de outubro de 2015 o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, chefio delegação empresarial ao Irã.

A delegação composta por representantes dos ministérios das Relações Exteriores (MRE), das Minas e Energia (MME), da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), além de representantes da Petrobras, do BNDES, de dez entidades setoriais e de 24 empresas, teve como objetivo discutir o comércio bilateral e as oportunidades de investimentos entre os dois países, por meio de seminários, rodadas de negócios e visitas técnicas.

O Ministro Armando Monteiro foi acompanhando ainda pelo presidente da Apex-Brasil, David Barioni  e o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Glauco Jose Côrte.

Segundo o ministro, Brasil e Irã podem e devem intensificar suas relações econômicas. A corrente de comércio atingiu, em 2014, o montante de US$ 1,44 bilhão e grande parte desse comércio corresponde a produtos básicos. “Temos o desafio de incrementar e diversificar esse intercâmbio, olhando as duas vias – exportação e importação –, e ampliar os nossos investimentos recíprocos”.

O ministro da Indústria, Comércio e Mineração do Irã, Muhammad Nematzadeh, afirmou no seminário que "precisamos encorajar as empresas iranianas a se aproximarem das empresas brasileiras numa agenda estratégica de longo prazo considerando os potenciais para o aprofundamento do fluxo comercial e de investimentos"

A ABIA foi representada por sua diretora de assuntos institucionais – Daniella Cunha, que teve como incumbência prospectar oportunidades para as exportações de alimentos.

Monteiro lembrou que o comércio no segmento de alimentos – mais presente e consolidado historicamente – pode ser ainda mais fortalecido. Segundo ele, o Brasil deseja manter-se como parceiro confiável do Irã na garantia do abastecimento deste mercado, que se apresenta com grande potencial de crescimento num futuro próximo.

Veja as Tabelas





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