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06/02/2017
Escrito por ABIA
Coletiva de Imprensa: ABIA divulga balanço do setor de alimentos e bebidas

ABIA divulga balanço do setor de alimentos e bebidas

Indústrias recuperam a expectativa de crescimento desde meados do ano passado

A ABIA (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação) divulgou nesta segunda-feira, dia 6 de fevereiro, seu balanço econômico de 2016 e perspectivas para este ano. O faturamento nominal do setor cresceu 9,3% em relação a 2015, e fechou o ano com R$ 614,3 bilhões.

Dentre as indústrias de transformação a de alimentos e bebidas é a maior, com R$ 550,8 bilhões em valor bruto de produção (VBPI – IBGE/PIA 2014). Com 32,5 mil empresas, é também o setor que mais emprega: 1,6 milhão de funcionários.

As exportações mantiveram crescimento no ano passado e fecharam em US$ 36,4 bilhões, contra US$ 35,2 bilhões em 2015. A participação do setor de alimentos e bebidas no saldo da balança comercial brasileira foi muito significativa. Em 2016, o setor contribuiu com saldo de US$ 31,5 bilhões para o superávit total da balança comercial do País, que foi de US$ 47,7 bilhões.

De acordo com a pesquisa conjuntural da ABIA, a produção teve queda de -0,96%, melhor do que o índice de 2015, que ficou em - 2,9% na produção.  As vendas reais também apresentaram melhora e foram de -2,73% para -0,63%. Em 2017 o setor deve voltar ao terreno positivo. Para a produção física, em volume, espera-se um crescimento entre 0,6% e 1,2%. Nas vendas reais, entre 0,7% e 1,5%. As exportações devem variar de US$ 37 a US$ 40 bilhões.

Food service

A população predominantemente urbana e as demandas da vida moderna têm modificado muito os hábitos de consumo alimentar em todo o mundo. No Brasil não é diferente, e as refeições fora de casa passaram a ter muita importância na vida das pessoas. 

Acompanhando essa tendência, o setor de food service tem crescido, na última década, em velocidade maior do que as taxas de crescimento do varejo alimentício. No período 2006-2016, teve um crescimento médio de 14% ao ano, contra 11% do varejo. No ano passado, teve faturamento de 154 bilhões, com crescimento de 7,1% em comparação com 2015.

Saudabilidade

A ABIA trabalha ativamente junto ao governo para desenvolver iniciativas focadas na saudabilidade e no bem-estar da população. Neste sentido, a indústria alimentícia investe no desenvolvimento e aprimoramento de alternativas de alimentação saudável, nutritiva, segura, acessível e prática para os brasileiros. 

Desde 2007, a Associação tem um Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério da Saúde para construir um Plano Nacional de Vida Saudável, abrangendo aspectos de alimentação, atividade física e educação nutricional. Entre os resultados da parceria estão a retirada de 309 mil toneladas de gorduras trans dos alimentos processados pela indústria (até 2015). Essa é uma conquista definitiva, pois trata-se de modificações realizadas nos processos produtivos.

Com relação ao sódio, apesar da indústria de alimentos ser responsável por apenas 23,8% do sódio consumido pelos brasileiros (contra 76,2% do sódio que é adicionado no preparo final dos alimentos, de acordo com dados da POF/IBGE), o setor, por meio da ABIA, já assinou 4 termos de compromisso com o Ministério da Saúde para Redução Gradual de Sódio em 35 categorias de Alimentos Processados.

O acordo, que estima retirar 28.562 toneladas até 2020, é voluntário por parte das empresas e já retirou, considerando os resultados do monitoramento dos 3 primeiros acordos, aproximadamente 15 mil toneladas de sódio.

As negociações para o processo de redução voluntária de açúcar também já começaram. A maior parte do consumo no Brasil vem do açúcar adicionado pelo consumidor, no preparo dos alimentos em casa (56,3%), enquanto o açúcar adicionado nos alimentos processados responde por 19,2%, de acordo com dados da POF/IBGE.

Sobre a ABIA

www.abia.org.br

Fundada em 1963, a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) representa hoje mais de 70% do setor em valor de produção.  Sua principal missão é atuar como interlocutora das empresas associadas com instituições públicas e privadas, governo e órgãos internacionais.

As atividades da Associação estão voltadas a assegurar uma legislação adequada às constantes evoluções tecnológicas do alimento processado; incentivar o uso de melhores técnicas de produção; promover o fortalecimento econômico-financeiro do setor e estimular o desenvolvimento sustentável da indústria da alimentação no Brasil, com ações focadas e alinhadas às necessidades do consumidor.





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