Setor
11/08/2016
Escrito por Folha de S. Paulo
Era uma vez...

Em reportagem, Folha de S. Paulo avalia que por trás da resistência da Cultura e do SBT, únicas emissoras a destinar horários diários para o gênero, está o interesse de marcas e licenciadores interessados numa vitrine para as crianças. Em vez de comprar desenhos animados, os canais agora ganham temporadas de graça ou são remuneradas por empresas como Mattel, Viacom e Disney para exibi-los. A nova prática é uma reação do mercado à proibição da publicidade infantil. A ideia dessa nova prática é simples: se uma criança não conhece um personagem, dificilmente se interessará em pedir aos pais um brinquedo ou caderno com a imagem dele. E os ganhos vêm, justamente, do licenciamento. Por não terem acesso aos contratos, advogados não quiseram comentar se há ilegalidade nessa venda de espaços. De acordo com o procurador da República Pedro Machado, "é preciso avaliar quanto a emissora abre mão do controle do conteúdo exibido no horário para o contratante". Para a ONG Alana, as restrições da nova regulação não afetam licenciamento ou o conteúdo da programação - ou seja, não haveria irregularidade.

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