22/03/2016
Escrito por Folha de S. Paulo
Ovo de codorna

Fabricantes de chocolate esperam uma Páscoa com crescimento mais tímido.

A Mondelez segurou o preço de 60% de sua linha de produtos para não afugentar o cliente.

"Devemos crescer entre 3% e 6% em participação de mercado", diz Augusto Lemos, presidente interino.

O Grupo CRM, dono de Kopenhagen e Brasil Cacau, considera "já muito positivo" se tiver vendas estáveis neste ano, diz Renata Vichi, vice-presidente.

A companhia abriu mão de parte da margem de lucro para subir os preços abaixo da inflação, 7%.

"Investimos em novos produtos para tentar aumentar o tíquete médio do consumidor", diz Vichi.

A Cacau Show também espera que os lançamentos, que representam quase metade dos produtos, ajudem a atrair o cliente às lojas.

"Conseguimos reduzir os custos em razão do volume de produção", diz Alexandre Costa, presidente.

A Arcor preferiu investir nos ovos infantis, com brindes comprados da China, que garantem maior margem para a companhia.

"Os pais não conseguem substituir os ovos com brinquedos por chocolate em barra para os filhos", conta Nicolas Seijas, da empresa.

Na Village, a estratégia foi negociar com fornecedores.

"Explicamos a eles que precisam ajudar. Se o preço subir, ninguém vende", diz Reinaldo Bertagnon, da companhia.





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