03/05/2017
Escrito por Comunicação ABIA

Alimentos integrais em discussão

LEGENDA DA FOTO:

Da esquerda para a direita:

Sonia Romani (ABIMAPI), Luiz Carlos Caetano (ABITRIGO), Daniella Cunha (ABIA), Kathy Wiemer (General Mills), Angela Castro (ANVISA), Cynthia Harriman (Whole Grain Council), Alicia de Francisco (AACCI), François Capel (Nestlé), Bruna Tedesco (Grupo Bimbo), Marilia Nutti (Embrapa), Martha Miranda (Embrapa), Caroline Steel (Unicamp), Deise Marsiglia (Instituto Adolfo Lutz) e Elizabeth Nabeshima (Ital).

 

Alimentos Integrais em discussão

Workshop promoveu debate amplo e inédito com especialistas brasileiros e internacionais

Muito se fala sobre alimentos integrais. Mas o quanto realmente sabemos sobre eles? Composição, características, como são entendidos ao redor do mundo, os benefícios de consumo, os processos e desafios tecnológicos de produção são apenas algumas questões sobre os alimentos integrais.

Para falar sobre esses e outros aspectos relevantes, a ABIA (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), a ABIMAPI (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados) e a ABITRIGO (Associação Brasileira das Indústrias do Trigo), com o apoio da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e da CNI (Confederação Nacional da Indústria), promoveram um encontro de dois dias, em Brasília, para debater o universo dos alimentos integrais.

No primeiro dia do evento, 27 de abril, foram discutidos os benefícios, as características, a definição de padrão e os desafios tecnológicos de produção de farinha integral e dos diferentes tipos de alimentos que utilizam cereais integrais em suas formulações. Alicia de Francisco, coordenadora da AACCI no Brasil, falou sobre os benefícios dos alimentos integrais. A AACC International (American Association of Cereal Chemists) é uma associação global, sem fins lucrativos, que reúne mais de 2 mil cientistas e profissionais da indústria de alimentos que trabalham para promover a compreensão e o conhecimento da ciência de grãos de cereais e suas aplicações.

O que faz de um alimento integral foi o tema da palestra de Beat U. Weilenmann, diretor da Bühler, que falou sobre as características dos grãos integrais, os processos de moagem, gramatura e aplicações. Empresa de origem suíça, a Bühler, é líder global em tecnologias e métodos para processamento de cereais em farinha e ração, bem como para produção de massa alimentícia e chocolate, em fundição sob pressão, moagem molhada e revestimento de superfície. As principais tecnologias da empresa são nas áreas de engenharia de processo térmico e mecânico. Após as apresentações, houve um debate mediado por Marilia Nutti, da Embrapa.

No período da tarde, Cynthia Harriman, diretora da Whole Grain Council, e Martha Zavariz de Miranda, da Embrapa, falaram sobre a definição de um padrão para os alimentos integrais. O Whole Grain Council, com sede em Boston, EUA, é um grupo de defesa do consumidor, sem fins lucrativos, que trabalha para promover o consumo de grãos integrais em benefício da saúde.

Elizabeth Harumi Nabeshima, do Ital (Instituto de Tecnologia de Alimentos), Caroline Joy Steel e Maria Teresa Clerici, da Unicamp, e François Capel, cientista de desenvolvimento da Nestlé, ficaram com o tema “desafios tecnológicos para fabricação de alimentos à base de cereais integrais, para as categorias de biscoitos e bolos, pães, massas e cereais matinais”.

O debate foi mediado por Rosamaria da Ré, consultora em desenvolvimento de produtos e negócios da área de alimentos.

No segundo dia, Kathy Wiemer, especialista em assuntos regulatórios da General Mills, trouxe experiências e considerações dos EUA. Cynthia Harriman voltou à cena para falar sobre experiências mundiais sobre o consumo e aceitação dos alimentos integrais em vários países do mundo, e Bruna Tedesco, do Grupo Bimbo, falou sobre pesquisas que demonstram a percepção do consumidor sobre os alimentos integrais no Brasil. O debate foi mediado pela Dra. Deise Ap. Pinatti Marsiglia, do Centro de Alimentos do Instituto Adolfo Lutz.

Na etapa final do workshop, Kathy Wiemer falou, em segunda palestra, sobre as etapas de regulamentação e sobre o processo de definição de padrões ocorrido nos EUA. Na sequência, Sonia Romani, Diretora Técnica da ABIMAPI, apresentou um panorama do evento global Miller´s Symposium, realizado em abril em Hamburgo. Na sequência falou Luiz Carlos Caetano, Diretor Técnico da ABITRIGO, sobre dados econômicos do setor de matéria-prima. Na última palestra, a Diretora de Relações Institucionais da ABIA, Daniella Cunha falou sobre dados econômicos e informações sobre o setor, com enfoque na produção de alimentos e dados específicos sobre os integrais. O último debate foi mediado por Angela Karinne Fagundes de Castro, Gerente de Pós Registro de Alimentos da Anvisa.

Ao final do evento, todos os palestrantes se reuniram para as considerações finais e debate sobre os temas trabalhados ao longo dos dois dias, moderado pelo jornalista Pedro Meletti. O workshop terá um registro em formato de Sumário Executivo, que ficará à disposição do setor para consultas futuras.

 

Destaque

A Anvisa publicou, em sua página oficial, uma nota sobre o Workshop Alimentos Integrais, onde afirmou que “a partir das informações obtidas, a GGALI, área técnica da Agência responsável pela condução do processo regulatório, seguirá a etapa de instrução e elaboração da proposta de resolução que será colocada em consulta pública.

Acesse pelo link:

Workshop discute produtos de cereais integrais

Definição de composição de produtos à base de cereais integrais foi tema central da discussão de Workshop realizado na Anvisa. Confira os principais pontos tratados no evento.

Por: Ascom/Anvisa

Publicado: 03/05/2017 10:15

Última Modificação: 03/05/2017 10:26

Aconteceu, nos dias 27 e 28 de abril de 2017, em Brasília, o Workshop sobre “Alimentos à Base de Cereais Integrais”. Promovido pelas associações do setor produtivo de alimentos integrais, ABIA, ABITRIGO e ABIMAPI e Anvisa, por meio da Gerência Geral de Alimentos (GGALI), o evento teve como objetivo discutir estratégias para definição de produtos à base de cereais integrais, tema da Agenda Regulatória da Anvisa.

As palestras abordaram temas relacionados à intervenção regulatória em outros países e critérios utilizados por certificadoras de produtos integrais. Também foram tratadas as diversas tecnologias disponíveis para produção de farinhas integrais, seu uso e as limitações.

As especificidades tecnológicas de produtos, como pães, massas e biscoitos foi outro ponto da discussão. Todas as informações debatidas serão importantes subsídios na definição dos requisitos de composição, para que o produto derivado de cereal possa ser denominado integral. 

Participaram do workshop representantes do setor produtivo de alimentos, moinhos de grãos, fábricas de produtos industrializados, do Ministério da Agricultura, de Universidades, de Organização representativa dos consumidores, além de palestrantes e convidados internacionais, inclusive das áreas da Anvisa envolvidos com o tema.

A partir das informações obtidas, a GGALI, área técnica da Anvisa responsável pela condução do processo regulatória, seguirá a etapa de instrução e elaboração da proposta de resolução que será colocada em consulta pública.

Sobre a ABIA

Fundada em 1963, a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) representa hoje mais de 70% do setor em valor de produção.  Sua principal missão é atuar como interlocutora das empresas associadas com instituições públicas e privadas, governo e órgãos internacionais.

As atividades da Associação estão voltadas a assegurar uma legislação adequada às constantes evoluções tecnológicas do alimento processado; incentivar o uso de melhores técnicas de produção; promover o fortalecimento econômico-financeiro do setor e estimular o desenvolvimento sustentável da indústria da alimentação no Brasil, com ações focadas e alinhadas às necessidades do consumidor.